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Como é o meu atendimento

Uma avaliação que vai além do local da dor. Um tratamento que considera o funcionamento do corpo como um todo.

Imagem ilustrativa: osteopata realizando atendimento manual na região cervical de uma paciente deitada na maca.
osteopata realizando atendimento manual na região cervical

Nem sempre o lugar onde sentimos dor é o único envolvido na sua origem ou manutenção.

Uma dor cervical pode estar associada a alterações da mandíbula, dos ombros ou do controle muscular. Uma dor lombar pode envolver fatores neurológicos, musculares e biomecânicos. E sintomas como zumbido, cefaleia e tontura podem apresentar relações com diferentes sistemas do organismo.

Por isso, meu atendimento começa com uma investigação clínica detalhada, buscando compreender não apenas onde está o sintoma, mas quais fatores podem estar contribuindo para sua persistência.

Primeiro, compreender a sua história

A consulta começa com uma conversa cuidadosa sobre a sua saúde.

Investigo quando os sintomas começaram, como evoluíram, o que os intensifica ou melhora, os tratamentos já realizados e como interferem nas suas atividades.

Também considero aspectos como qualidade do sono, nível de estresse, hábitos, condições clínicas associadas e a maneira como o sistema nervoso pode estar respondendo aos estímulos.

O objetivo é compreender o contexto em que os sintomas aparecem e persistem.

Mesa de atendimento do consultório, com notebook e duas cadeiras brancas de frente para ela; ao lado, a bancada com o abajur aceso.
A mesa do consultório, onde a consulta começa.

Uma avaliação clínica e neurológica detalhada

O exame físico vai além da região dolorosa.

Avalio mobilidade, força muscular, sensibilidade, reflexos, coordenação, controle motor e possíveis alterações relacionadas aos nervos periféricos e à coluna vertebral.

Dependendo da queixa, também são realizados testes específicos para a mandíbula, região cervical, equilíbrio e outras estruturas envolvidas.

Essa investigação ajuda a diferenciar os mecanismos que podem estar relacionados aos sintomas e orientar a escolha das intervenções.

Avaliação postural e biomecânica

O corpo funciona de maneira coordenada. Alterações em uma região podem modificar a distribuição de cargas e as estratégias de movimento em outras.

Quando indicado, realizo uma avaliação postural com registros fotográficos de frente, de costas e de perfil.

Também podem ser utilizados exames complementares, como baropodometria, estabilometria e análise da marcha, para investigar a distribuição das pressões plantares, o equilíbrio e o comportamento do corpo durante o movimento.

O objetivo não é buscar uma postura perfeita, mas compreender como cada pessoa se movimenta, distribui cargas e responde às exigências do dia a dia.

Faixa de marcha no piso do consultório, com a plataforma de pressão no meio, diante de um espelho de corpo inteiro.
A faixa de marcha, com a plataforma de pressão e o espelho.

Investigação das conexões musculares e funcionais

Músculos, articulações, fáscias e nervos participam de um sistema de movimento interdependente.

Durante a avaliação, observo padrões de compensação, mobilidade, controle muscular e possíveis relações entre diferentes regiões do corpo.

Uma queixa no ombro, por exemplo, pode exigir uma investigação da coluna torácica e da maneira como a escápula se movimenta.

Da mesma forma, determinadas dores cervicais podem estar associadas à função mandibular ou a alterações do controle muscular.

Essas relações são investigadas por meio de testes clínicos, sem presumir que toda alteração encontrada seja necessariamente a causa da dor.

Compreender como o sistema nervoso participa da dor

A dor não depende exclusivamente das condições dos músculos, articulações ou discos intervertebrais.

O sistema nervoso participa continuamente da recepção, transmissão e processamento das informações provenientes do corpo.

Em algumas situações, especialmente na dor persistente, podem ocorrer alterações na sensibilidade e na maneira como esses sinais são processados.

Por isso, a avaliação também considera características da dor, hipersensibilidade, sono, aspectos emocionais e impacto funcional.

Quando necessário, utilizo questionários clínicos validados para complementar essa investigação e acompanhar a evolução.

Um plano terapêutico construído a partir da avaliação

Após reunir as informações clínicas, estabeleço as prioridades do tratamento.

Conforme as necessidades identificadas, o atendimento pode envolver:

Nenhuma técnica é aplicada simplesmente por fazer parte de um protocolo fixo.

A escolha depende da avaliação, dos objetivos clínicos, das indicações e contraindicações e da resposta individual ao tratamento.

Imagem ilustrativa: profissional e paciente discutindo o plano de tratamento a partir da avaliação clínica.
Plano de tratamento a partir da avaliação clínica.

Acompanhamento da evolução

O tratamento não termina na aplicação de uma técnica.

Ao longo das sessões, observo mudanças na intensidade dos sintomas, na mobilidade, na capacidade funcional e na realização das atividades cotidianas.

Quando pertinente, utilizo medidas clínicas e instrumentos de acompanhamento para verificar a evolução e ajustar as condutas.

Mais do que observar se a dor diminuiu naquele momento, é importante compreender se houve melhora da função e da qualidade de vida.

Tela de notebook com o mapa colorido da pressão dos dois pés, em duas medições lado a lado, com a porcentagem de carga de cada região.
Duas medições da pressão plantar, lado a lado na tela.

Integração com outros profissionais

Em determinadas condições, o acompanhamento conjunto com médicos, otorrinolaringologistas, neurologistas, dentistas, psicólogos ou outros profissionais pode ser necessário.

A integração entre diferentes áreas permite considerar aspectos que uma única intervenção pode não contemplar.

Cada paciente apresenta uma história. Cada avaliação precisa encontrar as perguntas certas.

A proposta do atendimento é compreender os mecanismos que podem estar contribuindo para os sintomas e utilizar os recursos terapêuticos de maneira criteriosa, fundamentada e individualizada.

Porque tratar a dor não é apenas olhar para onde ela aparece. É investigar o que pode estar contribuindo para sua permanência.

Dra. Claudia Meirelles

Fisioterapia | Osteopatia | Acupuntura | Posturologia | Neuromodulação Clínica

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